Às vezes, o trunfo é de quem proferiu a última palavra.
Às vezes, é de quem preferiu o silêncio.
Friday, January 30, 2009
Thursday, January 29, 2009
raio x
O final da existência é triste.
O resto de vida pede viço.
Com voz rouca, trêmula.
A alma assiste a essa esmola.
O corpo é que luta.
Escoa vida a cada expiração
desde que nascemos.
O nome diz: oxida.
Respirou, oxidou.
Oxidação
Oxida a ação
- O movimento.
Trava
Aos poucos o esqueleto vai travando
uma batalha para não emperrar.
Tem que imperar.
E assim vai essa luta robótica
À flor da pele
Tendo que ser azeitada nas juntas
...À espera do tilt.
O resto de vida pede viço.
Com voz rouca, trêmula.
A alma assiste a essa esmola.
O corpo é que luta.
Escoa vida a cada expiração
desde que nascemos.
O nome diz: oxida.
Respirou, oxidou.
Oxidação
Oxida a ação
- O movimento.
Trava
Aos poucos o esqueleto vai travando
uma batalha para não emperrar.
Tem que imperar.
E assim vai essa luta robótica
À flor da pele
Tendo que ser azeitada nas juntas
...À espera do tilt.
Wednesday, January 28, 2009
Thursday, January 22, 2009
Monday, January 12, 2009
Feliz Dois Mil In Love
No quinto dia do ano novo
larguei do cigarro
de palha
Já você
você tinha se esfumaçado
um tempo antes
larguei do cigarro
de palha
Já você
você tinha se esfumaçado
um tempo antes
Friday, December 19, 2008
Thursday, December 18, 2008
Friday, December 12, 2008
sentinela
Ontem escorreguei no cuidado
E deixei entornar um pouco
Do precioso líquido da paixão.
Havia-me sido entregue a sua guarda
Em um potinho de cristal.
Parece que derrapei no tato
Esbarrei no excesso de confiança
E – catapimba – bati de cara no egoísmo.
Não olhei por onde andei...
Doeu.
Líquido precioso, de um brilho ímpar.
Já no chão, me pareceu turvo, opaco.
Aspirei. Tentei aspirar tudo que caiu.
Tá lá ele no pote.
Será que volta o brilho?
Fico o dia inteiro em volta.
Como um cão de guarda.
De olho se há alguma luminescência.
Não depositei nenhuma lágrima.
Não adianta.
Mas existe uma atmosfera de muita tristeza.
Mas que também não interfere.
Vamos aguardar.
Só espero que aquele pote não seja uma caixa de pandora.
Onde o último dos males está guardado: o destruidor da esperança.
E deixei entornar um pouco
Do precioso líquido da paixão.
Havia-me sido entregue a sua guarda
Em um potinho de cristal.
Parece que derrapei no tato
Esbarrei no excesso de confiança
E – catapimba – bati de cara no egoísmo.
Não olhei por onde andei...
Doeu.
Líquido precioso, de um brilho ímpar.
Já no chão, me pareceu turvo, opaco.
Aspirei. Tentei aspirar tudo que caiu.
Tá lá ele no pote.
Será que volta o brilho?
Fico o dia inteiro em volta.
Como um cão de guarda.
De olho se há alguma luminescência.
Não depositei nenhuma lágrima.
Não adianta.
Mas existe uma atmosfera de muita tristeza.
Mas que também não interfere.
Vamos aguardar.
Só espero que aquele pote não seja uma caixa de pandora.
Onde o último dos males está guardado: o destruidor da esperança.
Thursday, December 11, 2008
verão frio
Hoje minha tristeza é compartilhada com as paredes.
Frias, lisas, apenas me observam.
Sigo as linhas, tento convergências
O desamparo toma conta do vão.
Ando pelas quinas
A alma não acalma
A desolação bate no teto
O aconchego é branco
Frias, lisas, apenas me observam.
Sigo as linhas, tento convergências
O desamparo toma conta do vão.
Ando pelas quinas
A alma não acalma
A desolação bate no teto
O aconchego é branco
Monday, November 24, 2008
escritos
Escritos, escritos
Escritos por todos
os lados
Escritos escravos
Escrevinhados em papeizinhos, em guardanapos
Escritos guardados
Eu puxo e sai tudo
Escritos por todos
os lados
Escritos por todos
os lados
Escritos escravos
Escrevinhados em papeizinhos, em guardanapos
Escritos guardados
Eu puxo e sai tudo
Escritos por todos
os lados
Friday, November 21, 2008
Thursday, November 13, 2008
Tuesday, November 11, 2008
Sua Majestade Olivrão
HOJE É ANIVERSÁRIO DE DEZ ANOS D'OLIVRÃO,
NASCIDO EM 11/11/1998.
PARABÉNS, OLIVRÃO, E OBRIGADO POR ME DEIXAR DEFLORAR TUAS PÁGINAS,
CANETAR TUAS FOLHAS VIRGENS, POR TORNAR-TE ENSEBADO.
EM VOCÊ ME ESCONDO NAS ENTRELINHAS,
ME DESCUBRO EM PALAVRAS,
ME CALO NO PEITO AO ESCANCARAR O VERBO.
DE VOCÊ NUNCA MAIS ME LIVRO.
DESCULPE MEUS ERROS, MINHAS ANSIEDADES,
POR FAZER DE TI
MEU MATA-BORRÃO DE EXAGEROS,
MEU PÁRA-RAIOS DE IDÉIAS.
MEU ESPELHO DA VERVE.
MUITO OBRIGADO POR TODAS AQUELAS NOITES EM QUE CAÍMOS JUNTOS EM TENTAÇÃO.
QUE VOCÊ VIVA MUITOS E MUITOS VOLUMES.
PARABÉNS!
Friday, October 31, 2008
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