Thursday, February 10, 2011
Friday, January 28, 2011
expressão
Não sabia escrever um poema de amor.
Que horror!
Entretanto, falava “eu te amo” com a maior desenvoltura.
Que loucura.
Já ele, descrevia bem a sua paixão.
Sem discrição.
E diz que dizia, mais era com os olhos.
Que horror!
Entretanto, falava “eu te amo” com a maior desenvoltura.
Que loucura.
Já ele, descrevia bem a sua paixão.
Sem discrição.
E diz que dizia, mais era com os olhos.
Tuesday, January 25, 2011
Thursday, January 20, 2011
inércia
O alvo quando está longe
Não tem mira
Não tem alcance
A distância é cruel
O olhar distante
Perto, só a lembrança
A saudade de viés
O cheiro.
Um vaivém paralítico
Uma alma engessada
Âncora
Não tem mira
Não tem alcance
A distância é cruel
O olhar distante
Perto, só a lembrança
A saudade de viés
O cheiro.
Um vaivém paralítico
Uma alma engessada
Âncora
Wednesday, January 12, 2011
E vamo que vamo.
Acordou,
colocou o dedo na tomada,
tomou sopa de letrinha
e uma injeção eletrônica.
Saiu pro dia naquele estado.
De choque, de surto-circuito.
colocou o dedo na tomada,
tomou sopa de letrinha
e uma injeção eletrônica.
Saiu pro dia naquele estado.
De choque, de surto-circuito.
Tuesday, January 11, 2011
teclada
“Quero te ver descendo daquele ônibus... é a situação mais real de todas, se não for a única. Porque o resto - cama, vinho, poesia -, isso é sonho, meu amor, isso é sonho.”
Sunday, December 19, 2010
Saturday, December 18, 2010
Nana Poe
Verve que ferve
pele que irradia
poesia
Fruta madura
caudalosa
signo de temporão
Subo neste pé
e provo o sentimento
da estação.
pele que irradia
poesia
Fruta madura
caudalosa
signo de temporão
Subo neste pé
e provo o sentimento
da estação.
Wednesday, December 08, 2010
Monday, November 29, 2010
Friday, November 26, 2010
Thursday, November 18, 2010
tangido
Ontem você transpareceu
de corpo e alma
Densa, etérea
Volumosa, lânguida
Badalo, pluma
Comunguei o seu silêncio.
de corpo e alma
Densa, etérea
Volumosa, lânguida
Badalo, pluma
Comunguei o seu silêncio.
Friday, November 12, 2010
sortilégio
A morte me ronda a mente
Não como uma velha desdentada, foicemente
Mas como uma criança inocente
Que me pega pela mão
E me leva docemente
Às vezes me olhando terna
Às vezes olhando pra frente
E eu ali sendo levado
À espera da mudança
Da máscara.
Não como uma velha desdentada, foicemente
Mas como uma criança inocente
Que me pega pela mão
E me leva docemente
Às vezes me olhando terna
Às vezes olhando pra frente
E eu ali sendo levado
À espera da mudança
Da máscara.
Wednesday, November 10, 2010
cepa
Se a ancestralidade
não passa
magistralidade
A descendência
desemboca
na decadência
- Medellín, 14/10/10
não passa
magistralidade
A descendência
desemboca
na decadência
- Medellín, 14/10/10
Friday, November 05, 2010
Monday, September 27, 2010
elza, elza, elza
Amei receber o seu livro.
Isso fica tão forte quando a gente não se conhece.
A gente só se estremece.
Isso fica tão forte quando a gente não se conhece.
A gente só se estremece.
Wednesday, September 22, 2010
é a rebimboca
E se for a aleatoriedade, e não Deus,
a responsável pela Morte?
Aí, não adianta apelar, não adianta rezar.
Apelou, perdeu. Rezou, não valeu.
A coisa fica para a linha de montagem.
Alilás, para o defeito de fábrica.
a responsável pela Morte?
Aí, não adianta apelar, não adianta rezar.
Apelou, perdeu. Rezou, não valeu.
A coisa fica para a linha de montagem.
Alilás, para o defeito de fábrica.
Friday, September 10, 2010
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