Friday, April 09, 2010

poisé

Envelhecer é ter a idade da alma defasada da idade do corpo. Esse é o problema, essa é a questão. Meus sonhos, meus medos, meus caprichos, minhas impertinências, minha ansiedade, minha irreverência, meu alter ego, minhas volúpias, minha criança que reside dentro de mim, todos existem, estão claros e evidentes em minha cabeça, em meu coração. Eles são a minha alma, a minha essência. Mas a carcaça desvia a atenção. Esse é o problema, essa é a questão.

À medida que envelhecemos vamos ficando transparentes, até atingir a invisibilidade. Aí é o breu total no fim do túnel.

8 comments:

líria porto said...

viramos poesia???
besos

Maria Muadiê said...

é isso mesmo, a alma não acompanha a velô do corpo.
beijo

Sylvia Araujo said...

Nem todo mundo envelhece desta maneira. Posso até afirmar que a maioria não fica transparente não. Isso é raro. É coisa mesmo de poeta.

Beijomeupravocê

Elza Fraga said...

Você é que foi bem mórbidinho neste texto. Tá bão, mas tá mórbido, rsrs.

E...

Eu não sou mórbida, eu estou mórbida, rsrsrsr
E como estar é estado que passa, logo, logo estarei escrevendo coisas engraçadas sobre mulheres e fakes. Isso sempre deixa de saldo confusão e inimiga, rsrs.
Bitokitas traveiz

Cynthia Lopes said...

É não, viva o exemplo das águias, Capitão!
Nós somos meninos e meninas cheios de vida...
bjs

Érika Amâncio said...

Não, senhor; o senhor não!

Aroeira said...

rsrsrs bjos, érika cantriz.

Lyz said...

Concordo em gênero, nr e grau. Putz!