Thursday, January 29, 2009

raio x

O final da existência é triste.
O resto de vida pede viço.
Com voz rouca, trêmula.

A alma assiste a essa esmola.
O corpo é que luta.

Escoa vida a cada expiração
desde que nascemos.

O nome diz: oxida.
Respirou, oxidou.

Oxidação
Oxida a ação
- O movimento.
Trava

Aos poucos o esqueleto vai travando
uma batalha para não emperrar.

Tem que imperar.

E assim vai essa luta robótica
À flor da pele
Tendo que ser azeitada nas juntas

...À espera do tilt.

10 comments:

Cosmunicando said...

o tempo
se acomoda sobre a pele
vestindo de acasos
a nudez da escolha

adrianna coelho said...


não vou viajar:

esse tá bom demais, helio! putz!

"Respirou, oxidou."

putz! putz!

Elza Fraga said...

Caraca, isso está parecendo meus sombrios poemas, rsrsrsrs.
Mas que tá danado de bom, ah, isso tá mesmmmm!
Bitokitas, moreno das outras, rsrs.

Juliana Meira said...

"À espera do tilt"

muito bom mesmo!

abraço poeta

Lídia Chaves said...

Tenebrosamente lindo.

Aroeira said...

thanks a lot.

Cynthia Lopes said...

rsrsrs... estamos é enferrujando, mas não as nossas mentes ou a nossa alegria, oxalá não!

Anonymous said...

Grande surpresa poeta,amei a poesia sobre Brasilia...todas, tocante.
"Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,"... F.P.
bjs carla nicolato

Anonymous said...

Amei os poemas,esquinas... todos tocantes...
"Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,"... F.P bjs carla nicolato

Aroeira said...

carla nicolato! que surpresa me (te) achar! como te localizar, agora, pra gente conversar? deixe um email. o meu é: cadernoh@yahoo.com.br
bjão